Imagens
Música
Banner
Descrições arquitectónicas de algumas igrejas do Município de Amarante
| Indíce do artigo |
|---|
| Descrições arquitectónicas de algumas igrejas do Município de Amarante |
| Página 2 |
| Todas as páginas |
A Igreja Velha de Gondar, constitui-se como um remanescente do mosteiro beneditino, construído, na freguesia de Gondar, no século XII, em honra de Santa Maria. É no século XIV, que sofre transformações, sendo convertida em igreja paroquial, voltando a repetir-se intervenções arquitectónicas no século XVII.
Apresenta uma planta, de dois corpos de traçado rectangular, duas arquivoltas no seu portal, de um tipo pouco quebradas, sendo emolduradas por um friso enxaquetado, de cachorrada sob a sua cornija, austentando uma cruz vazada com óculo na fachada principal, estes são motivos ornamentais tradutores da arte românica na sua execução.
A Igreja Paroquial de Gatão
Terá sido possívelmente arquitectada e construída em meados do século XIII, não obstante, durante os séculos XV e XVII terem sido acrescentados a galilé e o campanário, respectivamente.
Da sua construção primitiva, conserva-se o arco triunfal, de uma forma ligeiramente quebrada, apoiado num imposto de feitura gótica e com colunas de motivos ornamentais vegetalistas e emoldurado por um friso enxaquetado e salienta-se também a sua cabeceira de forma quadrangular, em que as suas fachadas laterais, apresentam uma banda lombarda. O padroeiro desta igreja é S. João Baptista.
Beneditino de Travanca
Na sua fachada principal, observa-se que cada jamba possui quatro colunas de um tipo de base denominado de bolbiforme e os seus capitéis de motivos zoomórficos e antropomórficos.
Na cabeceira, a sua constituição arquitectónica apresenta três capelas de forma escalonada.
As suas absides laterais, ainda detêm a sua estrutura original.
Apresenta uma imposta ornamentada com motivos geométricos e daquela conjugam-se quatro arquivoltas pouco quebrados e os seus toros diédricos.
A sua cornija é interligada com dentículos.
O corpo central da igreja é percorrido por contrafortes.
No seu interior este monumento é constituído por três naves com quatro tramos, a cabeceira possui três capelas duas destas de forma lateral e semi-circular, com um tramo e dois tramos na sua central de secção rectangular.
Os seus arcos em forma de diafragma assentam em pilares do género cruciforme.
Daqueles, dois dos primeiros pilares da chamada nave do evangelho, são de secção quadrada, dividindo o seu peso nas colunas que lhe estão apoiadas.
A sua torre sineira medieval, terá sido edificada provavelmente no século XIV, predominando naquela altura já trabalhos de execução gótica.
Tal tipo de execução arquitectónica pode ser evidênciado nos contrafortes com remate em pináculo e também no seu portal.
O tímpano apresenta, o denominado "Cordeiro Místico" mas ao nível das aduelas já se verifica a predominância do estilo gótico.
A Igreja do Mosteiro de Telões
Do antigo Mosteiro Beneditino de Telões resta a igreja, a qual foi objecto de transformações arquitectónicas, designadamente a adição do campanário e da galilé frontal em finais do século XVII.
Possui como traços românicos, as colunas de capitéis vegetalistas, bases com garras do arco triunfal, os óculos nas fachadas situadas a ocidental e oriental e a cachorrada sob cornija das fachadas laterais.
A Igreja de Santa Maria de Jazente foi edificada em finais do século XIII e apresenta na sua planta, dois corpos de forma rectangular, vãos marcadamente românicos, cachorrada sob cornija que se estende das fachadas laterais da sua nave até à própria cabeceira.
Apresenta um portal com duas arquivoltas na sua fachada principal.
No seu tímpano, vê-se uma cruz, a qual também se visualiza no dintel da porta.
A Igreja de Salvador terá sido edificada provavelmente entre os fins do século XII e princípios do século XVIII.
Da sua construção primitiva, ou traça original vislumbra-se a sua nave e os alicerces da denominada ante-igreja funerária.
A sua fachada principal é constituída por contrafortes, o seu portal austenta colunas com motivos fitomórficos e zoomórficos.
As impostas interligam-se com três toros diédricos onde assentam em arquivoltas.
O seu tímpano não apresenta qualquer tipo de ornamentação arquitectónica.


