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Escrito por Carlos Portela
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Amarante possui um valioso património etnográfico, cultural, abarcando também diversos ofícios tradicionais, designadamente o artesanato. Uma das artes que mais prevalece e caracteriza a região de Amarante, é o tradicional bordado em linho. Esta actividade caracteriza-se por nas suas peças, se visualizar, uma diversidade de técnicas e de desenhos espantosa, típicamente associado ao serão familiar, à volta da lareira, em que as mães ensinavam às suas filhas, a mestria de bordar, num tempo passado. Este tipo de saber na confecção destas obras de arte, transmitiam-se ao longo de gerações. Os bordados sempre foram muito aprecidados por terras de Portugal e no estrangeiro, o que fomentou o seu crescimento e estimulou a sua produção encontrando-se alguns estabelecimentos, com esta especialização, em várias freguesias do concelho amarantino. Este tipo de técnica exige várias horas na sua produção, pelas habéis bordadeiras, que se dedicam a criar e a transpor para o tecido, o saber de gerações, exibindo nas suas peças, belos desenhos e figuras. Nos bordados não existe somente, um tipo de trabalho técnico, mas diversificados, de que se indica, o ponto de crivo, cruz, cadeia, pé-de-flor, nó, grilhão, cheio, richelieu, entre outros. Para se enriquecer estas obras artesanais, existe ainda o "ajour" comummente designado de bainha aberta, ressalvando-se que esta técnica não é originária do nosso país, no entanto é impossível dissociar-se do artesanato português, por esta tradição já ser muito antiga. |
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Casa Regional do Concelho de Amarante |
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Escrito por Carlos Portela
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O projecto associativo de criação da Casa Regional do Concelho de Amarante (Área da grande Lisboa), iniciou-se na década de 90, na sequência de uma deslocação do Grupo de Bombos "Unidos da Paródia" de Jazente, para participarem no evento festivo organizado, pela Igreja Paroquial de Vialonga e despertou o interesse de alguns conterrâneos amarantinos criarem um grupo similar. |
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Descrição - Mosteiro de S. Gonçalo |
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Escrito por Carlos Portela
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O processo de execução desta obra, iniciou-se em 1543, com a supervisão de frei Julião Romero. Este conjunto arquitectónico dominicano engloba também a Igreja que foi mandada edificar, em 1581. No edifício religioso observamos o seu pórtico, com uma ornamentação bastante rica e trabalhada, do tipo retábulo, apresentando uma abertura na fachada que se encontra orientada para sul. O retábulo - mor é do estilo barroco, do tipo joanino. A Varanda dos Reis, situada no último andar do pórtico, possui cinco arcos de volta perfeita, que assentam em pilastras toscanas, onde se pode ver as quatro figuras monárquicas que financiaram esta construção, D. João III, D. Sebastião, D. Henrique e Filipe I. A Igreja apresenta uma cruz latina, com um transepto inscrito, austentando um cruzeiro coberto por uma abóboda e as suas naves tem capelas colaterais, visualizando-se a galilé e o claustro quadrado, com dois andares na ala norte. No transepto, existem os altares do Coração de Maria, de Santa Luzia e do Santíssimo. Junto às estátuas de São Pedro e São Paulo, visualiza-se um arco triunfal, que liga a capela-mor. O seu claustro com os seus dois pisos, é formado por alas que tem cinco arcos plenos. |
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